O que faz um ex-BBB (e o que deveria fazer)

Seria razoável esperar que alguém que participe de um reality show retornasse com humildade pra sua casa e retomasse a vidinha normal, mas não é isso o que acontece com ex-BBB, infelizmente pra nós. Eles insistem em manter a carreira “artística” mesmo que seu único contato com o meio tenha sido figuração no presépio vivo da Paróquia.

O que faz um ex- BBB

Atacar de DJ: A tal da nave-mãe provoca uns efeitos muito cabulosos nos caras que passam por lá. Nego entra auxiliar de vendas ou fisioterapeuta e sai manjando tudo das pick-ups. Sério, você apenas participou de um reality show, não entende de música, não precisa torturar ninguém levantando a mãozinha e tocando “I gotta felling”.

aigarafilin, urrrrúuu

Repórter/apresentador: Curiosamente quem se arrisca a virar apresentador/repórter não era exatamente a pessoa mais querida da casa. Olha o caso da Jaque Khury, da Lia Khey e da Maroca (exceções: Sabrina Sato e Sabrina Sato). Olha só um exemplo:

Presença VIP:  É quando a pessoa ganha um dinheirinho simplesmente por existir e comparecer a uma festa, lançamento de produto e afins. No caso de ex-BBB é condenável só porque deve ser super constrangedor encontrar um numa festa e ter que fingir que não conhece ou ser obrigado a tirar foto, etc. Por outro lado, sempre tem um idiota disposto a pagar. É uma faca de dois gumes.

Atriz/Ator: Só Juliana Alves e Grazi Massafera se deram bem nessa.  Portanto Jakeline, não adianta dizer que vai colocar silicone pra virar atriz porque não é assim que funciona, fia. Silicone só te deixa mais peituda, não te dá passaporte pra virar a Fernanda Montenegro.

O que um ex-BBB deveria fazer

Trabalhar: Sério, pode ser meio chato essa coisa de bater cartão, mas é como boa parte dos brasileiros sobrevivem. Funciona assim: você escolhe uma área em que quer atuar, de preferência para a qual tenha algum talento, envia currículos para as vagas disponíveis e se pans, é contratado. Pode até rolar de virar DJ ou atriz, mas faz bem ter alguma formação pra isso. Ter ensino médio completo e faculdade ajuda bastante nessas horas.

bora trabalhar, companheira

sugestão do @silviojr

Bolão: que nome deve ter a novela da Glória Perez?

Alheia à importante discussão sobre a validade de memes ao redor da internet, a autora Glória Perez divulgou via Twitter que sua próxima novela vai se chamar “Salve, Jorge!”, em homenagem a São Jorge da Capadócia, cidade turca que dividirá o cenário da novela  com Istambul e  Morro do Alemão . Nada mais justo, segundo a Glória o nome tem tudo a ver com a sinopse,que se passa na Turquia e fala de tráfico de pessoas, dragões,  etc etc. Mas como a gente já sabe, não é só a vontade dos autores que determina o nome da novela. Só pra ter uma ideia, “Duas Caras” ia se chamar “É a educação, estúpido!” e “Caminho das Ìndias”, da mesma Glória, era pra ser “Namastê”. Toda essa introdução ridícula aí foi só pra lançar um desafio: que nome deve ter a nova novela da Glória Perez??? Quem acertar, fica famoso no twitter. Para te ajudar tem esse guia de como dar nome pra novelas aqui.

salve jorge

O Bróder Retumbante

O autor de O Brado Retumbante,  Euclydes  Marinho, afirmou que a minissérie não seria uma paródia da política nacional, sendo uma obra “totalmente fictícia”. Tudo bem se for assim, mas é impossível assistir ao programa sem fazer comparações com a vida política do Brasil. O protagonista realmente não tem nada dos últimos presidentes do Brasil, não cheira a Lula nem a FHC, e muito menos tem a ver com Dilma.

Logo de cara, o roteiro nos faz crer que ele é honesto. Depois de fazer um discurso feroz contra o governo, acompanhado por uma plateia apática, Paulo Ventura é colocado em situação-limite ao se envolver em acidente com motoqueiro e não ceder às propostas de suborno de policiais. Ao se tornar presidente, passa a viver na sede do governo no Rio de Janeiro, embora o Brasil da série conte com Brasília. No comando, ele conta com o apoio de poucos assessores, visto que todo o resto é oposição, item em extinção da política nacional. Por esse ângulo temos uma obra totalmente fictícia.

A história não nos diz se Ventura é de direita, centro ou esquerda. O ministério herdado do antecessor é superpovoado, com pastas para Criança, Adolescência, Velhice, um sujeito ruivo na Igualdade Racial e outro negro na Diversidade Racial. Apesar de honesto, Paulo Ventura não é moralista. Vive cercado de mulheres e reata um casamento de fachada para ter uma primeira-dama. É aí que a gente dá adeus ao “totalmente fictício”. Nesse ponto a memória traz de volta um político mineiro que é jovial como Paulo, mulherengo como Paulo, tem uma esposa de reserva como Paulo e foi presidente da Câmara, assim como Paulo, que também fala “trem”. No entanto, não dá ainda pra dizer que Aécio Neves é a grande inspiração para o personagem, afinal a minissérie só começou e o Ventura ainda vai enfrentar problemas tanto no governo quanto na família, coisa que Aécio nunca fez, primeiro porque ele mesmo cria seus problemas, depois por ter quem resolva por ele.

bróder

P.S: O ministro da Justiça da série também lembra bastante Renan Calheiros, que ocupou a pasta no governo FHC.

Reality shows tupiniquins

Brasileiro se vira como pode. Desde que a febre dos realities chegou por aqui as emissoras tentaram criar formatos por conta própria para não ter que comprar de fora. O gênio Sílvio Santos deu o pontapé criando a Casa dos Artistas, que era só a versão de Big Brother adaptada ao jeitinho brasileiro. O golpe jamais foi superado. Na onda do Sílvio, outros resolveram apostar no formato tirando ideias da cachola e tirando do ar assim que a audiência ia pra chom. A ver:

Sufoco, Domingão do Faustão – Ideia do Boninho para levantar a audiência do programa que em 2000 perdia direto pro Gugu. Seis pessoas ficavam presas numa casa de vidro no meio do Parque Villa-Lobos em São Paulo. Eles passavam por provas intelectuais e físicas, sendo que um dos participantes sabotava o que os demais faziam (bjs, BBB 11). Nessa época tinha essa de que reality show tinha que colocar as pessoas em situações extremas, daí chamar Sufoco, mas podia chamar Tédio.

do tempo que faustão era gordo

Apartamento das Modelos – A mais genial criação brasileira em termos de reality, o Apartamento das Modelos foi a resposta da Rede TV! para a Casa dos Artistas. Com uma câmera na mão e algumas modelos confinadas num apartamento sem estrutura para receber uma produção de TV, o programa conseguiu ser apenas tosco. A apresentação era do Nelson Rubens e tinha flashes no A Casa é Sua, nessa época apresentado pela Leonor Corrêa. Milena Ferrari, que ficou em segundo, trabalhou em novelas da Record.

Território Livre – Em 2000, a Band farejou o sucesso dos realities e do Show do Milhão e pensou: por que não juntar tudo de um jeito baratinho e djovem? Aí nasceu o Território Livre, que era uma casa em que participantes tinham que responder perguntas, fazer macarrão, ver clipes e bater papo com a Sabrina Parlatore, que ficava lá dentro também. Passava todo dia, às seis da tarde. Antes de acabar de vez, virou um game show chamado apenas Território.

Casa dos Artistas – Protagonistas de Novela – Depois de inovar colocando artistas e seus respectivos fãs, em 2004, Sílvio foi além e criou uma competição para escolher o próximo protagonista de novela do SBT. A casa se tornou uma Academia da Fama para atores, com aulas de interpretação, canto e dança. A vencedora foi Carol Hubner, que acabou não sendo a protagonista da novela Esmeralda e ficou de coadjuvante. Bianca Soares, que é travesti, saiu na segunda semana, mas fez filmes com Alexandre Frota.

agora tá casada com o Fernando Meligeni

O Trio – Invenção da emissora baiana TV Aratu, o reality vai confinar seis pessoas, sendo quatro famosos, num trio elétrico com transmissão 24 horas pela internet e ao longo da programação. Ainda não foram divulgados os nomes das subcelebridades que vão participar. A estreia é dia 15.

hipertensão é isso aí

Amazonia –  Aposta da Record para o verão, o programa foi criado pela emissora em parceria com a Endemol, se der certo, será exportado para fora. Vítor Fasano comanda o reality, que reúne 12 celebridades/empresários/coxinhas em disputas sustentáveis no meio da floresta equatorial. A aposta é que chova mais que Itu.

faz tempos que não te vejo, faz anos

10 erros da televisão em 2011

2011, a televisão brasileira já passa dos 60 mas ainda se comporta, em alguns casos, como uma criança desastrada ou uma adolescente impulsiva. Põe e tira programas do ar sem nenhum planejamento, faz beicinho quando é criticada e comete erros aos montes, o que ao menos garante nossa diversão. Nossa missão aqui é destacar os desacertos das nossas emissoras (a visão é pessoal e vocês podem discordar à vontade)

Datena na Band, na Record e na Band de novo - O troca-troca efetuado por Datena lembrou aquela vez em que ele saiu da Record, foi pra Rede TV! para voltar para Record até seguir pra Band. Dessa vez, a emissora de Edir Macedo investiu pesado na contratação do apresentador e teve que abortar a ressurreição do Cidade Alerta.

Micos da Claudete - Escondida na programação da Gazeta, Claudete Troiano voltou ao noticiário após emendar dois micos: mandar beijo para a falecida Leila Lopes, que deve ter recebido lá do céu, e chamar Fátima Bernardes de Fátima Fernandes. Um beijo, Clau.

Marcas da Vida – Programa da Record colocado para salvar as tardes da emissora, saiu do ar antes mesmo que eu conseguisse ver. Pelo que ouvi dizer as atuações eram horríveis, o que dava um tom fake à atração. Também foi um erro comprar o programa de produtora estrangeira com formato já explorado em outros canais.

Morde e Assopra - Apesar da boa audiência, a novela foi um samba do dinossauro doido, com efeitos constrangedores e abandono da trama central. Alguém se lembra de outra coisa que não a Cássia Kiss? Pois é, mas a proposta inicial da novela era falar de dinossauros e robôs.

TV Xuxa - A chegada da loura às tardes de sábado só fez aumentar o tédio de quem se arrisca a ligar a TV no horário. Quadros batidos como concurso de dança de rua se juntam ao novo, mas sonolento Amigo Secreto. E pior, ainda distribuem microsystem para quem ganha algumas competições! Já deu.

Projeto Fashion - O erro não é o programa em si, que é bem produzido e tem ritmo interessante. O problema é a escalação do horário. Com taaanto espaço na grade, a Band acha por bem colocar o programa no sábado à noite, dia de share baixo e com concorrentes como Zorra Total e Legendários. Resultado: um ponto de audiência e não-renovação para uma próxima temporada.

Malhação - Mudaram tudo na novelinha de fim de tarde, os adolescentes ficaram mais adultos, as tramas ganharam tom de mistério, mas a marca continuou lá, imbatível desde os tempos de academia. Não demorou até a Globo perceber que a historinha do menino com um anjo dentro do corpo não colou e logo a história voltou pro arroz com feijão, acompanhada de romance água com açúcar.

Amor e Revolução - Abra um livro de História e outro de historinhas, o resultado é o texto constrangedor de Amor e Revolução, novela do SBT feita para relembrar o passado assombroso do Brasil, mas que conseguiu apenas assombrar os telespectadores.

Rafinha Bastos - O assunto mais chato do ano na televisão foi a polêmica Rafinha/Wanessa/bebê. O humorista encarnava o bom moço em A Liga e fazia “piadas” no CQC, uma delas incomodou por demais gente ligada aos patrocinadores e Rafinha foi rifado da bancada do programa. Nem fez tanta diferença, as piadinhas do CQC continuaram meia boca.

Manhã Maior - Mais comentado que assistido, o matutino da Rede TV! atravessou 2011 virando assunto na internet. A despedida de Keila Lima, a tirada de Regina no Edi Polo e na produção: “essa conversa tá me incomodando”. E claro, ela, Dani Albuquerque, que não consegue falar octógono e relatou a massagem que recebeu de um E.T. Tá bom ou quer mais?


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